quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Íngreme Estrada

Era a cidade que nós conhecemos. Entardeceu a noite e ela escondeu todas as nossas esquinas calorosas sobre as luzes controversas. A cidade reduzia-se e enquadrava-se no vidro do meu carro e ia correndo a km/h. A estrada é justa, insegura e temida, e o carro perde-se nos medos da alta velocidade. Os meus pensamentos fugem como o banco do carro foge do meu assento. Coloco firmes os pés ao chão e resistentes as mãos na porta. Luto com o cinto de segurança pela minha sobrevivência, luto por viver mais uma esquina da nossa cidade.

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