sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Fatigado
Já me esqueci do número de degraus da tua casa, do cheiro que vinha da tua cozinha e a disposição em que estava o teu quarto. Hoje dizes-me que os móveis mudaram-se de sítio por cortesia. Á noite focada na imaginação descubro o modo como guardas o quarto. Relembro-me como te afagas nos lençóis e como pousas a cabeça na almofada. Depois com discrição roubo-te os lençóis e resgato um pedaço da cama que ainda está vazia, porque penso que esse lugar ainda está reservado ao meu corpo. Mais próximo e cada vez mais próximo junto-me ao cheiro do teu corpo. Levanto o indicador e desde a testa passado pelo nariz e chegando a boca delineio todas as tuas linhas. Agora pensando bem nada está esquecido, está promenorizado, arduamente fatigado.
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