Como qualquer pessoa limpei a garrafa e tirei a rolha que tapava a abertura, tentei tirar o papel mas não foi nada fácil, passado uns 10 minutos lá consegui tirar.
Comecei a desenrolar aquele papel a pensar de onde teria vindo quantos anos teria, até que notei que parecia bastante antiga, a letra era linda parecia sair de um livro de conto de fadas.
Comecei a ler aquela carta que dizia: " 25/10/1840
Tenho vindo muitas vezes ver o mar ao final da tarde, já está frio e parece que nunca ninguém cá passou, não há sinais de vida neste paraíso.
Sento-me na areia e fico horas sem fim a olhar para o mar, como é belo este local.
Sento-me na areia e fico horas sem fim a olhar para o mar, como é belo este local.
Correm-me lágrimas pelos olhos desde que me apaixonei pela Catarina (filha de uma criada de meus pais).
É um amor impossível mas que vai aumentando só de ter Catarina perto de mim, com o seu simples sorriso na face quando entra para me servir o pequeno almoço.
A minha família pertence à nobreza somos a família Bolena, estou destinado a casar com uma mulher mais nova que eu dois anos, ela tem quinze anos eu tenho dezassete. Chama-se Maria e só a vi por retratos, dizem ser bela e faz parte da nobreza também.
Mas meu coração bate por Catarina, a sua pele clara e os seus cabelos escuros aos cachos que sao adornados por um lenço preto bastante usado que lhe puxa o cabelo para trás de maneira a ver a sua bela face redonda e as suas maças do rosto sempre rosadas, os seus olhos escuros belos.
A minha família pertence à nobreza somos a família Bolena, estou destinado a casar com uma mulher mais nova que eu dois anos, ela tem quinze anos eu tenho dezassete. Chama-se Maria e só a vi por retratos, dizem ser bela e faz parte da nobreza também.
Mas meu coração bate por Catarina, a sua pele clara e os seus cabelos escuros aos cachos que sao adornados por um lenço preto bastante usado que lhe puxa o cabelo para trás de maneira a ver a sua bela face redonda e as suas maças do rosto sempre rosadas, os seus olhos escuros belos.
Não sei que fazer, estou capaz de cometer uma loucura e fugir para a América um novo país cheio de liberdade com a Catarina.
Tenho que pensar. Mas sem dúvida que o meu amor por Catarina supera qualquer extrato social, riqueza, cultura.
Agora sim sei do que falam esses livros escritos à séculos.
O amor é algo maravilhoso e eu vou lutar e vou defender Catarina e o meu amor por ela de tudo e todas aquelas pessoas que são carrascas dos extratos sociais, ganância que a união entre famílias lhes traz.
Espero que algum dia alguém leia esta carta que estou a escrever e leia a minha história de amor e essa pessoa seja capaz de lutar como eu vou fazer por Catarina.
Irei para a América pois o meu mundo só ganha vida se Catarina estiver do meu lado, em qualquer parte do mundo irei com ela, pois ela é a minha única felicidade.
Dinis Bolena"
Depois de ler esta carta chorei e aprendi que o verdadeiro amor aparece onde tiver de aparecer, não temos de andar com alguém só por causa da nossa religião, extrato social ou até mesmo por pena.
O amor surge sem contarmos e quando esse dia acontecer temos que lutar pois esse poderá ser a nossa única chance de sermos felizes por completo, pois o amor é a felicidade que nenhum dinheiro, fama, etc. nos traz.
Autora: Ana Catarina Almeida









