Escrito em: 10/06
Então aí estás tu, com esse teu ar de rapaz despreocupado, confiante e rebelde caminhando com o teu andar inconfundível que te caracteriza, contrastando com o meu espírito oposto ao teu.
Sempre foste louco, e admiro-te por isso. Estupidamente, essa tua loucura latente deu á minha alma um conforto e uma segurança desconhecida a que eu não estava habituada.
E ontem voltei a sentir esse estado, quando por momentos se reavivou tudo na minha alma, quando essa tua loucura voltou a tocar-me no meu interior. Foi tudo muito rápido, foram meros segundos ou instantes, mas foi intenso, falando da minha parte. Foi um beijo pouco demorado e louco, louco porque para além de quebrar esta minha saudade pôs em questão o meu sentimento que eu pensava que estava a morrer com o passar do vento.
Este nosso acto louco pode nos ter aproximado mais ou mesmo afastado. Pode ter sido um impulso do sentimento que ainda predomina em nós ou então o “último beijo”, o beijo que termina esta nossa história. História essa que se calhar já está mais que acabada, mas eu sou ingénua demais e continuo a iludir-me.

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